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Multiponto comum alcançando a banda planejada(4.5@4.8GHz)
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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #1
16/09/2016, 01:47
Colaborador Canais

Como eu tinha prometido lá no tópico do C1, http://www.satclube.com.br/forumbsd/viewtopic.php?t=9658&postdays=0&postorder=asc&start=2327
estou criando este para comentarmos um pouco sobre os testes que estou fazendo para que um LNBF multiponto comum possa alcançar frequências mais altas da banda C , a chamada "banda planejada" que vai de 4,5 a 4,8GHz, mesmo que seja apenas parcialmente.

Inicialmente quero ressaltar que não sou engenheiro de telecomunicações, nem técnico e nem profissional da área, então é possível que haja (e certamente haverá algumas) falhas de interpretação, nomeclatura, e talvez até na forma de tentar explicar, mas caso alguém perceba algumas destas falhas, sinta-se à vontade para criticar ou mesmo corrigir, pois a gente aprende com erros e com críticas também...

O assunto é um pouco complexo e amplo, então peço paciência aos amigos que vierem a interagir neste tópico, pois se houverem questionamentos ou dúvidas, as respostas podem ser um pouco demoradas, porque estou tentando ilustrar com imagens e fotos a parte prática do que foi feito, na intenção de facilitar o entendimento.

Acho que para nós leigos, o entendimento ficará mais fácil se iniciarmos com o lembrete de alguns conceitos básicos, que muitos já conhecem, mas que não custa lembrar.
São eles:
1º) Nossos receptores sintonizam apenas uma faixa de frequências com largura total de 1200MHz , que vai de 950MHz até 2150MHz, na chamada "banda L". Então como recebemos sinais da banda C (3,6@4,2GHz) e da banda Ku(10,7@12,75GHz) ???

2º) Os LNBFs é que sintonizam as frequências altas (banda C ou Ku) a as convertem em frequências mais baixas, dentro da banda L , entre 950 e 2150MHz, para que nossos receptores possam "enxergá-las".

3º) Nesta conversão, os LNBFs usam o fenômeno do batimento, onde dois sinais de frequências diferentes são "misturadas" entre si resultando num terceiro sinal de frequência mais baixa, com frequência igual à diferença entre as duas frequências iniciais. Assim o sinal de frequência alta que vem do satélite, ao entrar no LNBF é amplificado e misturado com um sinal fixo gerado no oscilador local (LO) dentro do LNBF e a resultante da diferença destas duas frequências "cai" dentro da banda L (entre 950 a 2150MHz) quando poderá ser sintonizado pelo tuner do receptor.
Na banda C a frequência do oscilador local é sempre maior que o sinal a receber, e a diferença será o sinal real que o receptor vai receber.
Ex: no monoponto só temos um oscilador local com frequência em 5150MHz, então, ao sintonizar um canal no início da banda C, como 3625MHz por exemplo, a frequência real que chegará no receptor será 1525MHz, pois 5150-3625=1525. Mas ao sintonizar um canal lá no final da banda C, por exemplo em 4198MHz, a frequência real que chega no receptor será 952MHz, pois 5150-4198=952 , portanto, bem no início da faixa de sintonia.

Curiosamente percebemos que a banda L neste sistema é como se fosse a imagem invertida da banda C, e quanto mais se aumenta a frequência na banda C mais abaixa a frequência na banda L, até o limite de 950MHz. Por isto o limite superior da banda C normal é 4200MHz, pois 5150-4200=950. Se subíssem mais (sem alterar a LO de 5150) a resultante cairia abaixo de 950MHz e não poderia ser sintonizada pelos nossos receptores.
Por isto para frequências mais altas que 4200MHz é necessário outra LO também mais alta que 5150.

No caso da banda planejada, optou-se por usar um LNB com LO=5950 , pois assim o início da faixa alta que é 4500 seria "refletido" lá em 1450MHz [5950-4500=1450] , portanto quase no meio da banda L. Já o limite superior que é 4800MHz cai em 1150MHz [5950-4800=1150] então a faixa de sintonia seria de 1150 @ 1450MHz , bem no meio da banda L, e com a mesma largura de faixa (300MHz) que a banda original.

E se utilizarmos LO=5750 (200MHz a menos que 5950), já que 5750 é um valor comum prá nós, presente nos multipontos?
Neste caso o início da banda planejada (4500MHz) iria ficar com 200MHz à menos do que com o LNB próprio, batendo lá em 1250MHz, contra 1450MHz do LNB próprio. Já o final da faixa seria em 950MHz pois 5750-4800=950 , e ainda estaria dentro da faixa sintonizada pelos nossos receptores. Logo, teoricamente, a banda planejada ficaria no intervalo de 950 a 1250MHz, e portanto dentro da faixa acessível pelos nossos receptores. Então é só usar o LO=5750 (existente nos multipontos) que a banda
planejada ainda vai "bater" dentro da banda L.

Acontece que encontramos um probleminha sério... os multipontos tem uma configuração diferente dos monopontos que é o seguinte: funcionam com os dois osciladores locais ao mesmo tempo, quer dizer que tanto o 5150 quanto o 5750 trabalham simultaneamente, um no horizontal e outro no vertical. Assim a nossa faixa inicial da banda L que receberia a banda planejada (de 950 a 1250MHz) estará recebendo também frequências da banda C normal (polarização H) de 3900 a 4200MHz, então nesta faixa (950@1250) vai misturar as duas faixas (3900@4200 com 4500@4800) e bagunçar tudo. A solução então seria desligar o oscilador de 5150, deixando só o oscilador de 5750.

È agora que vamos sair da teoria e entrar na prática.

Para testar esta teoria encontrei um LNBF multiponto Gardiner (usado e com mais de 5 anos) e comecei a estudar sua constituição interna prá ver se era possível a modificação. Algumas informações encontrei na internet mesmo e outras eu deduzi sozinho, talvez com alguns erros, pois como disse no início, não sou profissional da área, então me perdoem se houver interpretações erradas, porém o objetivo aqui é apenas descrever as mudanças que foram feitas caso alguém mais queira tentar algo parecido, e não dar aula de eletrônica sobre LNBFs.

Então, se eu queria desligar o oscilador de 5150MHz precisava descobrir como.

Aí entra o reconhecimento de algumas partes do LNBF do teste, conforme a imagem abaixo. Do lado esquerdo o LNBF sem alterações e do lado direito a identificação dos setores por cores para facilitar o entendimento. Nosso objetivo então seria desligar o oscilador 5150 e talvez todos os circuitos ligados a ele, todos em vermelho.







Nos próximos posts tentarei descrever exatamente os pontos onde foram feitas as mudanças, mas já adianto que foram basicamente duas:
- desligar o oscilador 5150 e seus circuitos (em vermelho)
- isolar o filtro passa faixa vertical(amarelo) que supostamente estava atenuando as frequências desejadas e fazer um "jumper" entre o ponto 6 e 7. O outro filtro (Horizontal, em vermelho) já fora desligado junto com o restante do circuito da horizontal.

Neste ponto ressalto que temos consiência de que estes filtros e outros circuitos sintonizados são necessários para corrigir desvios e melhorar o ganho em determinadas faixas, mas em frequências tão elevadas não temos como alterá-los sem recursos de um laboratório, logo optamos pelo tudo ou nada, e ao desligar estes filtros as frequências procuradas apareceram, então foi uma forma precária de evitar a sua rejeição, já que não dá para reajustá-los conforme a nova faixa de frequências pretendida.
Também a questão do jumper em frequências tão altas (na casa dos gigaherts) é algo muito tosco e deve ser evitado. Portanto, há erros grosseiros aqui também, mas o objetivo inicial era apenas testar a teoria de que era possível ou não alcançar a frequência alvo com um LNBF comum e popular. A questão da eficiência e ganho de sinal é outro nível a ser discutido posteriormente, se conseguimos evoluir no entendimento das questões importantes relacionadas aqui, coisa difícil quando se é apenas hobysta, curioso, fuçador, ou sei lá o quê ...
Rolling Eyes

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HeitorPosada
Araruama - RJ
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Mensagem: #2
16/09/2016, 06:21

O princípio está todo perfeito; o problema, como mencionei , é lidar com um circuito de frequencias altíssimas (muito critico) , de montagem SMD e ainda com componentes muito sensiveis ao toque manual e de ferramentas.

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #3
16/09/2016, 07:55
Colaborador Canais

HeitorPosada escreveu:
O princípio está todo perfeito; o problema, como mencionei , é lidar com um circuito de frequencias altíssimas (muito critico) , de montagem SMD e ainda com componentes muito sensiveis ao toque manual e de ferramentas.


Realmente, lidar com componentes SMD tem seu grau de dificuldade, mas na verdade as mudanças feitas foram poucas, conforme as imagens abaixo, e nem exigiram ferramentas especiais.





À esquerda estão marcados os pontos onde foram feitas as intervenções, e à direita a aparência final.
Para colocar o jumper e fazer com que o sinal de saída do circuito vertical não passasse pelo filtro, foi retirado um jumper SMD original que ficava junto ao ponto A, e junto ao ponto B foi feito uma pequena interrupção na trilha, que é um cortezinho de 1mm feito com estilete, desligando os filtros da entrada do penúltimo transístor amplificador (estágio 7, em azul, lá na descrição por blocos) com isto o sinal de saída do estágio 6 vai direto para o estágio 7 sem passar por nenhum filtro.

O maior problema aqui eu diria que é o jumper (fio lilás) que tem mais de 2 cm, já que pela alta frequência envolvida ele não deveria estar alí: seria melhor se fosse um cabinho coaxial blindado próprio para interligar estágios de RF, para evitar interações com o sinal, mas... apesar dos possíveis interações prejudiciais, que certamente trazem perdas em sinais fracos, para sinais fortes o circuito ainda funciona.

A outra alteração visível é que o oscilador horizontal que foi desligado(através de outro pequeno corte de 1mm feito na trilha de alimentação, mostrada no pequeno quadro ampliado na imagem da esquerda) está sem a blindagem onde fica o parafuso de ajuste fino de frequência, mas isto não faz diferença porque este oscilador foi desativado com o corte da sua alimentação. Deixei sem a tampa/blindagem apenas para que ficasse exposto (para satisfazer alguma curiosidade mesmo) o DRO (Dieletric Ressonator Oscilador) que é o coração do oscilador.

O outro oscilador (5750/vertical) tem de continuar blindado (fechado) pois está em funcionamento. Inclusive cheguei a experimentar "subir" sua frequência na tentativa aproximá-la mais do valor padrão (5950) prá ver o que acontece, mas a margem de ajuste é muito pequena e só chegou até 5800MHz aproximadamente, então, já que não foi possível alcançar 5950 ( e eu nem contava muito com isto mesmo pois já tinha informações que a margem de ajuste fino é pequena neste tipo de oscilador) então decidí voltar ao ponto original (5750) porque assim pelo menos LNBF ainda continua funcionando normalmente na banda C convencional, apenas na polarização vertical, obviamente.

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #4
16/09/2016, 08:22
Colaborador Canais

Originalmente este LNBF funcionava, entregando ao receptor através da banda L, as seguintes faixas:
- de 950 a 1450MHz = frequências Horizontais de 3,7 a 4,2GHz
- de 1550 a 2150MHz = frequências Verticais de 3,7 a 4,2GHz.


Agora após a mudança, ele usa toda a sua faixa de saída (de 950 a 2150MHz) tudo na mesma polarização vertical, mas cobre a faixa de 3,7 a 4,8GHz não tendo, obviamente, na faixa alta, o mesmo ganho que apresenta na faixa convencional, mas funciona com sinais médios ou fortes, conforme comprovou nos primeiros testes efetuados, servindo didaticamente, pelo menos.
Wink




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Francisco Crispim
Itajaí - SC
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Mensagem: #5
16/09/2016, 10:46
Administrador

Parabéns J. Roger, pelas dicas.


Abraços.

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HeitorPosada
Araruama - RJ
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Mensagem: #6
16/09/2016, 11:30

Roger, na foto do LNB aberto ví que voce não abriu os osciladores através dos quatro parafusos. Aqui tem um Mono, que está sem marca e usa quatro parafusos para abrir a carcaça. Então, tendo-o feito, ví a caixinha metalica com os quatro parafusos, que evidentemente é onde está o oscilador. Retirando a tampa, ví um botão de ajuste com fenda - vidente que para ajustar o oscilador. Só que como voce disse, se desconhece a margem para ajuste, que não deve ser grande coisa - e pior no caso do Monoponto. O LNB teria de estar instalado em antena apontada para os 65 W e com ajustes no citado botão.

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #7
16/09/2016, 11:44
Colaborador Canais

HeitorPosada escreveu:
Roger, na foto do LNB aberto ví que voce não abriu os osciladores através dos quatro parafusos. Aqui tem um Mono, que está sem marca e usa quatro parafusos para abrir a carcaça. Então, tendo-o feito, ví a caixinha metalica com os quatro parafusos, que evidentemente é onde está o oscilador. Retirando a tampa, ví um botão de ajuste com fenda - vidente que para ajustar o oscilador. Só que como voce disse, se desconhece a margem para ajuste, que não deve ser grande coisa - e pior no caso do Monoponto. O LNB teria de estar instalado em antena apontada para os 65 W e com ajustes no citado botão.


Ok, mas no caso de monoponto, é certeza que o oscilador opera em 5150, e o parafuso de ajuste do oscilador só permite ajuste fino, poucos MHz acima ou abaixo, então não vai dar porque teria que subir muito a frequência do oscilador, coisa que não é possível. Foi por isto que utilizei multiponto, porque a frequência de LO tem de ser acima de 5700MHz.

Veja só a justificativa: no caso do SBT-MS+TV_Guanandí , estão em 4506MHz certo? Se usar LO=5150 a frequência resultante seria 644MHz porque 5150-4506=644 , então, 644MHz está muito abaixo do limte inferior da banda L , que é 950MHz, então nossos receptores não vão "enxergar" esta frequência por ser muito baixa. Por isto LO tem de ser bem mais alta e com monoponto comum não dá.

Abaixo algumas imagens mostrando o resultado do scan do C1/Eutelsat65 com o multiponto adaptado só na polarização vertical.





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mjorge
Palmeira dos Índios - Alagoas
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Mensagem: #8
16/09/2016, 13:21

Ficou muito bom, pelo menos para fins de curiosidade enquanto os LNBFs com suporte à "banda planejada" ainda não estejam disponíveis no mercado.

Algumas perguntas de leigo: para saber a frequência do oscilador local, imagino que você teve que usar um osciloscópio para saber qual a frequência de operação do LO, ou foi "no olho"? E será que já têm disponíveis no mercado LNBFs próprios para Banda C "planejada"? Ou só são disponibilizados para fornecedores de equipamentos profissionais? Caso essa banda vingue, talvez seja fácil encontrar LNBFs próprios para essa faixa em um futuro próximo, dispensando essas modificações caseiras Razz .

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luiz-ms
iguatemi - ms
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Mensagem: #9
16/09/2016, 13:48

pra nós que somos usuarios de receptores digitais ,tendo varios sat pra poder pegar varios canais ,se muitas emissoras começarem a migrar pra esse tipo de sat que usa esse tipo de lnb ,vai começar a ficar ruim pra nós usuarios domesticos ,eles poderiam a começar vender lnb com um preço mais razoavel ,agora nesse preço ai complica ,eu mesmo instalava receptores digitais devido ao canal do nosso estado SBT-MS depois da saida do canal do sat c3 ai complicou o meio campo Crying or Very sad Crying or Very sad

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #10
16/09/2016, 14:28
Colaborador Canais

mjorge escreveu:
Ficou muito bom, pelo menos para fins de curiosidade enquanto os LNBFs com suporte à "banda planejada" ainda não estejam disponíveis no mercado.

Algumas perguntas de leigo: para saber a frequência do oscilador local, imagino que você teve que usar um osciloscópio para saber qual a frequência de operação do LO, ou foi "no olho"? E será que já têm disponíveis no mercado LNBFs próprios para Banda C "planejada"? Ou só são disponibilizados para fornecedores de equipamentos profissionais? Caso essa banda vingue, talvez seja fácil encontrar LNBFs próprios para essa faixa em um futuro próximo, dispensando essas modificações caseiras Razz .


Ok, esperamos que em algum momento estes LNBs se tornem mais comuns e baratos(como no Índia e no Japão) porém não faço a menor idéia de quando isto poderá acontecer por aqui, e se acontecer...

Quanto às frequências dos LOs , não foi no olhômetro e nem com osciloscópio, aliás, osciloscópios para frequências tão altas é coisa prá poucos, então eu usei o único recurso diferente dos tradicionais receptores que tenho aqui, que é a placa PCSat(TBS5925) cujo software de scan tem vários recursos, e aceita praticamente qualquer valor de LO que se desejar usar.

Com base em algumas frequências conhecidas do satélite, é só fazer um scan após setar determinado valor de LO e comparar as frequências obtidas com as já registradas, e se houver diferença, ela será proporcional ao desvio da LO, porque no satélite não muda. Com isto posso mexer no ajuste fino dos LO's e voltar para os valores originais sem muita dificuldade.

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HeitorPosada
Araruama - RJ
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Mensagem: #11
16/09/2016, 14:56

Quanto as frequencias dos receptores, já tinha imaginado que não daria para alterar nestes, em seu oscilador. Isto porque lá na parabola um LNB comum, Multi ou Mono, não enxergaria as frequencias acima de 4.200 vindas dos satélites. Teria de dar uma olhada nos satélites voltados para Europa e Asia, em www.lyngsat.com, para ver se estão usando o novo segmento. Ocorre que a maioria voltada para Europa é Ku.

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #12
16/09/2016, 15:59
Colaborador Canais

HeitorPosada escreveu:
Quanto as frequencias dos receptores, já tinha imaginado que não daria para alterar nestes, em seu oscilador. Isto porque lá na parabola um LNB comum, Multi ou Mono, não enxergaria as frequencias acima de 4.200 vindas dos satélites. Teria de dar uma olhada nos satélites voltados para Europa e Asia, em www.lyngsat.com, para ver se estão usando o novo segmento. Ocorre que a maioria voltada para Europa é Ku.


Se o LNBF absorver o sinal acima de 4200MHz e combinar ele com uma frequência de LO apropriada para que a frequência resultante se encaixe dentro da banda L (entre 950 a 2150MHz) já basta, e o receptor irá enxergar o sinal com certeza. A questão de se alterar ou não a frequência LO correta no menu do receptor é pura matemática para que ele mostre o valor correto da frequência, mas não impede a sintonia. Em outras palavras, se vc quer receber a TV_Guanandí que está em 4506MHz usando o LNB apropriado para banda alta, que possui LO=5950, mas no receptor configurar para LO=5750 o receptor vai continuar recebendo o sinal normalmente, porém vai mostrá-lo com frequência errada (200MHz fóra do valor real) porque vc informou à ele(receptor) o valor errado da LO mas, isto não vai impedí-lo de sintonizar o canal, porque em ambos os casos (com 5950 ou 5750) o sinal resultante continua dentro da faixa da banda L , ou seja, entre 1444MHz e 1244MHz, e o receptor alcança qualquer uma destas duas frequências normalmente.
Então o fato do receptor não ter a opção de 5950 no menu, não o impede de sintonizar o canal; apenas faz com que ele memorize e mostre o valor da frequência do canal erradamente, mas a sintonia funciona assim mesmo, desde que a diferença entre os valores de LO real do LNB e o valor informado no menu do receptor não seja grande o suficiente para que o resultado da frequência de batimento caia fora da faixa de sintonia do receptor, lembrando que em qualquer situação o receptor sintoniza sempre a mesma faixa de 600MHz de largura, que é de 950 a 1450MHz e a outra vai de 1550 a 2150MHz.

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GotardI
Jundiaí - SP
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Mensagem: #13
16/09/2016, 16:43

Parabéns pelo empenho Roger!!!

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #14
17/09/2016, 17:44
Colaborador Canais

J. Roger escreveu:
HeitorPosada escreveu:
Quanto as frequencias dos receptores, já tinha imaginado que não daria para alterar nestes, em seu oscilador. Isto porque lá na parabola um LNB comum, Multi ou Mono, não enxergaria as frequencias acima de 4.200 vindas dos satélites. Teria de dar uma olhada nos satélites voltados para Europa e Asia, em www.lyngsat.com, para ver se estão usando o novo segmento. Ocorre que a maioria voltada para Europa é Ku.


Se o LNBF absorver o sinal acima de 4200MHz e combinar ele com uma frequência de LO apropriada para que a frequência resultante se encaixe dentro da banda L (entre 950 a 2150MHz) já basta, e o receptor irá enxergar o sinal com certeza. A questão de se alterar ou não a frequência LO correta no menu do receptor é pura matemática para que ele mostre o valor correto da frequência, mas não impede a sintonia. Em outras palavras, se vc quer receber a TV_Guanandí que está em 4506MHz usando o LNB apropriado para banda alta, que possui LO=5950, mas no receptor configurar para LO=5750 o receptor vai continuar recebendo o sinal normalmente, porém vai mostrá-lo com frequência errada (200MHz fóra do valor real) porque vc informou à ele(receptor) o valor errado da LO mas, isto não vai impedí-lo de sintonizar o canal, porque em ambos os casos (com 5950 ou 5750) o sinal resultante continua dentro da faixa da banda L , ou seja, entre 1444MHz e 1244MHz, e o receptor alcança qualquer uma destas duas frequências normalmente.
Então o fato do receptor não ter a opção de 5950 no menu, não o impede de sintonizar o canal; apenas faz com que ele memorize e mostre o valor da frequência do canal erradamente, mas a sintonia funciona assim mesmo, desde que a diferença entre os valores de LO real do LNB e o valor informado no menu do receptor não seja grande o suficiente para que o resultado da frequência de batimento caia fora da faixa de sintonia do receptor, lembrando que em qualquer situação o receptor sintoniza sempre a mesma faixa de 600MHz de largura, que é de 950 a 1450MHz e a outra vai de 1550 a 2150MHz.



Complementando resposta anterior à esta questão, reafirmo que a frequência sintonizada pelo receptor é uma coisa e a frequência mostrada por ele é outra e estão relacionadas entre si logicamente, mas não é a mesma coisa, e depende do software do receptor. Isto ocorre porque, na realidade, nossos receptores só enxergam a banda L e eles só sintonizam aquilo que os LNBFs convertem e “jogam” para esta faixa que vai de 950MHz a 2150MHz (faixa com 1200MHz de largura e que é dividida em duas “sub-faixas” de 600MHz cada, sendo a mais baixa cobrindo de 950@1550MHz e a outra de 1550@2150MHz) mas o receptor não nos mostra os números desta faixa que é real, e sim valores “virtuais” relacionados à frequência que chega lá na antena.

O software do receptor está programado para usar uma ou outra (ou as duas) faixas da banda L, dependendo do tipo de LNBF informado no menu de configuração, e vai mostrar a frequência “virtual” (original) do canal à partir de um cálculo que depende da frequência local (LO) informada pelo usuário. Se informarmos a frequência de LO errada, a frequência mostrada será errada também, mas ainda assim a sintonia do canal pode continuar funcionando, então isto prova que a frequência mostrada não é exatamente a frequência que está no tuner do receptor, mas sim o resultado de um cálculo feito pela diferença entre o valor da frequência real sintonizada no tuner (qualquer valor dentro da banda L) e da frequência LO configurada no menu do receptor, portanto, se a frequência LO estiver errada, a frequência mostrada também estará errada, mas o sinal lá no tuner continuará disponível na mesma frequência de antes, porque ela foi determinada na conversão dentro do LNBF e não pelo receptor.
Mudando a frequência de LO no menu do receptor muda apenas os cálculos usados pelo receptor, mas o sinal continuará lá na entrada do tuner na mesma frequência, pois o LNBF comum não muda suas frequências quando se muda a configuração no receptor. Quando mudamos a configuração no receptor, mudamos apenas os cálculos da frequência virtual e em alguns casos faixa da banda L a ser sintonizada, quando a sintonia pode cair na banda L baixa (950a1550MHz) ou banda L alta(1550a2150MHz) que é 600MHz acima. É só isso que muda, as frequências na entrada do tuner permanecem as mesmas que o LNBF enviou para o receptor.

É COMO SE FOSSE O ENDEREÇAMENTO EM UMA RUA COM MUITAS CASAS E TODAS DEVIDAMENTE NUMERADAS: Se vc alterar os números das casas, o carteiro não vai mais conseguir localizá-las apesar delas continuarem lá no mesmo lugar, a menos que vc informe a ele a nova sequência de numeração.

Fiz um teste no receptor S900 (popular DVBS2 importado e já considerado antigo) da seguinte maneira:

Configurei o satélite 65W-C1/Eutelsat65 como se estivesse usando um LNBF multiponto comum (portanto LO=5150/5750) porém, lá na antena estava o multiponto adaptado (LO=5750 apenas) e ao fazer a busca, os canais SBT-MS e Guanandí (4506,V,5000) foram encontrados e memorizados rapidamente mas com a frequência errada, (inclusive foram os primeiros canais a serem encontrados, e posteriormente vou postar sobre a sequência de busca), mas funcionaram normalmente apesar de mostrar a frequência errada de 3906,H,5000.

Acontece que o receptor encontrou o sinal lá na banda L normalmente mas calculou e mostrou o valor da frequência erradamente(600MHz à menos) porque considerou a LO=5150 do multiponto já que o canal se encontra na primeira metade da banda L (entre 950e1550MHz) que é justamente onde ficam os canais H, cuja LO=5150 quando se usa multiponto comum.

Obs: Os canais V dos multipontos comuns usam a outra metade da banda L (de 1550 a 2150MHz) já que nos multipontos os H e V coexistem ao mesmo tempo, mas precisam ocupar faixas separadas para não interferir uns nos outros porque senão iriam se sobrepôr se estivessem na mesma faixa. Essa é a principal característica dos multipontos: usar toda a extensão completa da banda L.

Então os canais funcionaram normalmente mesmo com a frequência errada. Ao corrigir a configuração do LNBF para LO=5750 “puro” (opção disponível no menu do receptor) a busca foi refeita e os canais reapareceram, desta vez com a frequência correta.










Isto mostra que um receptor comum é capaz de receber um canal da banda planejada normalmente, desde que o LNBF faça o seu papel, que é sintonizar o sinal e convertê-lo para a banda L para que o receptor possa encontrá-lo.

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #15
17/09/2016, 20:31
Colaborador Canais

Outra característica interessante da banda L que contém a faixa de frequência que realmente chega no tuner dos receptores, é que, na prática, ela é como uma “imagem invertida” da banda C (ou ku) presente lá na antena. Devido ao tipo de conversão feita pelo LNBF , as frequências altas da banda C se tornam as frequências baixas da banda L , e vice-versa.

Abaixo as imagens mostram bem como ocorre esta inversão.

Com o uso da placa PCSat registramos o scan do C1/Eutelsat65 nas bandas C e L respectivamente.

O LNBF capta a faixa de frequências de 1200MHz de largura, que vai de 3600 a 4800MHz e após convertê-la envia para o receptor já na faixa L que vai de 950 a 2150MHz. Reparem nos gráficos que uma é a imagem invertida da outra, e as frequências situadas no início de uma faixa vão para o final da outra e vice-versa. Isto ocorre porque a banda L neste caso é o resultado da diferença entre a frequência do satélite e frequência do oscilador local do LNBF (LO=5750) então quanto mais alta a frequência do satélite mais próximo estará da LO fazendo a diferença diminuir e gerando uma frequência mais baixa. O oposto ocorre com as frequências mais baixas do satélite, que são mais distantes de 5750(LO) então a diferença aumenta gerando frequências de valores maiores.

Isto explica porque a maioria dos receptores quando inicia uma busca cega, encontra primeiro os canais de frequências mais altas. Eu pensava que ele iniciava do canal "de trás prá frente" ou "do mais alto para o mais baixo", mas na verdade, ele começa a busca pela frequência mais baixa mesmo, só que lá banda L (que é a banda que o receptor enxerga realmente) e lá no início da banda L estarão os canais de frequências mais altas do satélite(banda_C), devido à esta inversão. Á medida que a frequência sobe na banda L, vai baixando no satélite, e por último são encontrados os canais de frequências mais baixas do satélite, que estão localizados mais no final da banda L.

Reparem nas imagens, que um dos picos de frequências que aparecem mais isolados na banda C, são da banda planejada(4506MHz) conforme se pode ver na escala de frequências correspondente.
Mas lá na banda L (onde o receptor realmente faz a busca) ele aparece mais no início da faixa (1245MHz) e por isto o receptor o detectou primeiro, bem antes dos outros canais que estavam mais no final da faixa, na segunda metade da banda L.



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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #16
17/09/2016, 21:09
Colaborador Canais

Correção: no meu último post, falei sobre a inversão de frequências que ocorre entre a faixa sintonizada pelo LNBF e a resultante na banda L , e disse que acontece tanto na banda C quanto na banda ku, mas na verdade só acontece na banda C, tanto na banda C normal quanto na banda C planejada, mas NÃO ocorre na banda ku, porque na banda C a frequência LO é sempre maior que a frequência do satélite. Já na banda ku a frequência LO é menor que a frequência vinda do satélite, então quando a frequência do satélite aumenta, aumenta também a diferença entre ela e a LO (pois deixa a LO mais distante), resultando em frequência da banda L que também aumenta porque é proporcional a esta diferença, então aumenta no satélite e aumenta na resultante da faixa L também, por isto não há inversão na banda ku.

Tentei corrigir antes, mas só conseguimos editar a postagem até 15minutos apenas...

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jheronnymo
presidente olegario - minas gerais
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Mensagem: #17
18/09/2016, 00:47

Parabens, pelo estudo em breve vou fazer a adaptaçao.!! Muito bom e teoricamente facil de se fazer

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sidnei navegantes sc
navegantes - santa catarina
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Mensagem: #18
18/09/2016, 11:17

mano roger poderia fazer indicar quais lnbs daria mais resultado e tamanho da teladinha pra ser ter bom resultado com essa adpitação ai? assim deixaria toda a galera com mais informado quanto a essa mudanças no lnbfs tou com lnb motor tech multiponto pra fazer essa de 65db mais forte que o gardiner greateck e gigasat .claro tambem se esse lnb motor tech marca 65 db é obvio que é mais forte mais,,, Idea

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J. Roger
Varginha - MG
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Mensagem: #19
18/09/2016, 12:13
Colaborador Canais

sidnei navegantes sc escreveu:
mano roger poderia fazer indicar quais lnbs daria mais resultado e tamanho da teladinha pra ser ter bom resultado com essa adpitação ai? assim deixaria toda a galera com mais informado quanto a essa mudanças no lnbfs tou com lnb motor tech multiponto pra fazer essa de 65db mais forte que o gardiner greateck e gigasat .claro tambem se esse lnb motor tech marca 65 db é obvio que é mais forte mais,,, Idea


Boa tarde Sidnei,

acho que o outro grande desfio nesta brincadeira toda é saber qual ou quais LNBFs aceitam fazer a modificação, porque vai depender do circuito interno dele. Acredito que nem todos os modelos vão servir, e mesmo aqueles que servem, podem ter modificações diferentes conforme o modelo, marca, desenho da placa e os componentes usados.

Como o LNBF multiponto é um pouco mais caro que o monoponto, fica difícil testar vários modelos ou marcas, ainda mais porque ainda há o risco de danificar o LNBF se a modificação não funcionar ou se não conseguir reverter as alterações feitas.

Mas de qualquer forma, se seguir o mesmo raciocínio que usei nesta primeira experiência, a adaptação precisa começar pela identificação/localização do oscilador horizontal (LO=5150) e sua desativação, porque se ele continuar funcionando vai jogar as frequências H da banda C normal na faixa onde se espera que apareçam a[s] frequência[s] da banda planejada, que é no início da banda L , entre 950 e 1300MHz aproximadamente.
Após o desligamento do oscilador horizontal, já se pode tentar fazer as buscas prá ver se aparece alguma coisa, e se não aparecer sinal, é porque tem mais alguma coisa atrapalhando.
É aí que começa outro grande desafio, pois se o desligamento do oscilador horizontal sozinho não der resultado, é porque mais alguma coisa está bloqueando a entrada(ou saída) do sinal, e aí a causa do impedimento pode ser filtros, circuito sintonizado no amplificador de entrada, baixo ganho na frequência elevada, etc, etc, etc... e a menos que use um LNBF idêntico ao modelo que usei, cada caso será um caso diferente a ser analisado.

Acho que o ideal seria tentar reaproveitar LNBFs multipontos encostados, que já estejam sem uso ou até com problemas no horizontal(porque vai desativar o horizontal mesmo, mas com o vertical funcionando normalmente) , porque se depender de ficar testando com multipontos novos, e sem recursos de laboratórios (osciloscópios, analisador de espectro, etc...) e com conhecimentos limitados na base do chute, fica mais arriscado, mas a decisão sempre será por conta e risco de cada um.

Esta brincadeira ainda está no início, então ainda não dá para fazer muitas comparações, mas desejo e espero que outros hobystas aventureiros me acompanhem, na medida do possível, para descobrirmos mais novidades...

Quanto ao tamanho da antena, fica difícil dizer agora, principalmente porque tudo vai depender da sensibilidade do LNBF após a mudança. Como é uma "gambiarra" é de se esperar que o ganho fique bem abaixo de um LNBF normal, e aí quanto mais baixo o ganho maior terá de ser a antena usada no teste.
Só para efeito de comparação, durante os primeiros testes que fiz usei antena de chapa de 1,5m (que tenho no chão justamente para facilitar testes rápidos) e nas primeiras buscas o pico de sinal procurado apareceu, mas ainda era bem fraco e o meu receptor (placa PCSat) ainda não conseguia reconhecer o sinal. Só depois que troquei de antena colocando o LNBF modificado na antena de fibra de 220cm é que consegui os resultados que mostrei até agora, com sinal variando entre 7,5 e 8,0dB , e mais tarde após um ajuste fino, deu 11,0dB (que considero sinal médio) e estabilidade boa, sem picotar. Como antena fechada de 2,2m/fibra equivale aproximadamente à uma telada de 2,40m , então esta é a referência que tenho até agora.

Quando eu retirar o LNBF em teste da antena de fibra (em cima da casa) e trazê-lo de volta para a antena de chapa 1,5m (no chão) vou tentar reajustes finos prá ver se consigo recepção com esta antena menor, mas ainda não posso afirmar que vai funcionar, então, quem for tentar é melhor começar com antena acima de 2,0m .
Na verdade, vale a velha regra: quanto maior melhor, ainda mais se tratando de testes onde os primeiros sinais geralmente são fracos mesmo...

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sidnei navegantes sc
navegantes - santa catarina
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Mensagem: #20
18/09/2016, 14:21

mano roger aqui o lnbf motor tech da uma bisolhada ve se tem a possibilidade de alterar pra banda extendida

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